Eu não cheguei à política pelo caminho fácil.
Fui estudante, trabalhei no chão de fábrica, atuei em cooperativas, estive nas
comunidades que a maioria dos políticos só visita em época de eleição. Comecei como
estagiária numa câmara municipal. Aprendi política de perto, com as pessoas, nos
problemas reais do dia a dia.
Em Santa Bárbara d'Oeste, tornei-me a vereadora mais jovem da história da cidade.
Depois, a mulher mais votada do município. Não porque fiz discurso bonito. Porque
estive presente quando precisavam de mim.
Hoje, olho para São Paulo inteiro e vejo o mesmo que vi no interior: gente trabalhadora
sendo ignorada, mulheres sem proteção, jovens sem perspectiva, comunidades sem voz. E
vejo também que a política que chega até essas pessoas quase nunca veio de dentro delas.
Eu vim.
Por isso estou aqui, não para ocupar um espaço, mas para representar quem eu sempre fui.