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Plano de propostas · Esther 43043

Direito de viver
com dignidade

Propostas estruturantes para habitação e moradia, meio ambiente e clima, mulheres, juventude, proteção e bem-estar animal, mães atípicas e famílias cuidadoras, professores e profissionais da educação, saúde, saúde mental e cultura.

Visão geral

Os eixos do plano

Este plano organiza propostas estaduais a partir de uma lógica integrada: diagnóstico, objetivo, programas estruturantes, diretrizes de execução, articulação regional e acompanhamento. A ideia central é que a vida das pessoas não é dividida em secretarias, e a política pública também não deveria ser.

Eixo 01

🏠Habitação e Moradia

Reduzir o déficit habitacional estadual e ampliar o acesso à moradia digna, ao direito à cidade e à inclusão social.

Políticas de moradia digna devem ir além da casa, garantindo acesso à infraestrutura, saneamento, transporte, saúde, educação, emprego, lazer e espaços públicos de qualidade. Integradas à sustentabilidade e a soluções de menor impacto ambiental, contribuem para cidades mais justas e resilientes às mudanças climáticas.

01. Programa + Habitação

Moradia digna, planejamento urbano, direito à cidade e inclusão social

Ampliar o acesso à moradia digna por meio do fortalecimento da Assistência Técnica para Habitação de Interesse Social (Lei nº 11.888/2008), do planejamento urbano, da promoção de soluções habitacionais sustentáveis e resilientes às mudanças climáticas e da articulação entre Estado, municípios e sociedade civil.

Diretrizes (10)
  • Fortalecer o direito à cidade e à moradia digna.
  • Incentivar a participação social na formulação das políticas habitacionais.
  • Apoiar os municípios na elaboração de diagnósticos habitacionais e do PLHIS (Plano Local de Habitação de Interesse Social).
  • Fortalecer o Plano Diretor e os instrumentos de planejamento territorial.
  • Ampliar a Assistência Técnica para Habitação de Interesse Social (ATHIS).
  • Promover soluções habitacionais sustentáveis e resilientes às mudanças climáticas.
  • Integrar habitação, mobilidade, saneamento, infraestrutura e meio ambiente.
  • Aperfeiçoar os instrumentos da política urbana.
  • Fortalecer a articulação entre Estado, municípios, universidades e sociedade civil.
  • Monitorar e avaliar permanentemente as políticas habitacionais.

02. Selo Casa Verde

Habitação sustentável, resiliência climática e qualidade de vida

Promover um novo padrão de qualidade para a habitação de interesse social, incorporando critérios de sustentabilidade, eficiência energética, conforto ambiental, resiliência às mudanças climáticas e participação social, respeitando as características das comunidades e dos territórios.

Diretrizes (9)
  • Incentivar materiais e sistemas construtivos de menor impacto ambiental.
  • Promover o uso de materiais regionais, reciclados, reutilizados e provenientes do aproveitamento seguro de resíduos e subprodutos.
  • Considerar o impacto ambiental dos materiais e sistemas construtivos ao longo de seu ciclo de vida.
  • Incentivar a geração de energia solar e sistemas de aproveitamento e reúso de água.
  • Promover arquitetura bioclimática, conforto térmico e acústico e soluções de ventilação e iluminação naturais.
  • Ampliar a arborização, a permeabilidade do solo e as estratégias de enfrentamento às ilhas de calor.
  • Estabelecer critérios, metas e prazos progressivos para a adoção do Selo Casa Verde.
  • Criar mecanismos de certificação, acompanhamento e transparência.
  • Monitorar e avaliar os resultados ambientais e sociais dos empreendimentos certificados.

03. Cooperativas de Tijolos Ecológicos

Economia circular, cooperativas e geração de trabalho e renda

Fomentar a criação e o fortalecimento de cooperativas comunitárias para a produção de tijolos ecológicos e outros materiais construtivos sustentáveis, promovendo economia circular, geração de trabalho e renda, capacitação profissional e o aproveitamento responsável de resíduos e recursos disponíveis nos territórios.

Diretrizes (12)
  • Incentivar a produção de tijolos ecológicos e outros materiais construtivos sustentáveis, respeitando critérios técnicos de qualidade, segurança e desempenho.
  • Promover o aproveitamento e a transformação de resíduos e subprodutos locais em insumos para a construção civil.
  • Estimular soluções produtivas de menor impacto ambiental e vinculadas às potencialidades de cada território.
  • Incentivar a criação e o fortalecimento de cooperativas comunitárias para produção e beneficiamento.
  • Promover o planejamento e a gestão participativa, envolvendo comunidades, Poder Público, universidades, profissionais e sociedade civil.
  • Estruturar modelos de gestão que promovam autonomia, transparência, participação e sustentabilidade econômica das cooperativas.
  • Promover formação profissional em produção, construção sustentável, segurança do trabalho, gestão cooperativista e empreendedorismo.
  • Estabelecer parcerias com universidades, instituições de pesquisa e setor produtivo para desenvolver e aprimorar materiais e tecnologias construtivas.
  • Fortalecer a transferência de conhecimento técnico para as comunidades e cooperativas e do conhecimento empírico para a academia.
  • Incentivar a utilização dos materiais produzidos em projetos de Habitação de Interesse Social e obras públicas, observados os requisitos técnicos e legais.
  • Promover iniciativas de autogestão e mutirão para construção e melhoria habitacional, com capacitação e assistência técnica de profissionais habilitados.
  • Monitorar os impactos sociais, econômicos e ambientais das cooperativas e sua contribuição para as políticas habitacionais.

04. Programa Chão Firme

Regularização fundiária com apoio técnico e jurídico

Garantir apoio técnico e jurídico gratuito às famílias para a regularização fundiária de seus imóveis, dando segurança jurídica, valorização patrimonial e acesso pleno a serviços e políticas públicas.

Diretrizes (6)
  • Oferecer apoio técnico e jurídico gratuito às famílias em processos de regularização fundiária.
  • Apoiar municípios na estruturação de núcleos e mutirões de regularização fundiária urbana (Reurb).
  • Simplificar e desburocratizar processos cartorários e administrativos, em articulação com cartórios e Poder Judiciário.
  • Priorizar famílias de baixa renda e áreas historicamente irregulares.
  • Articular regularização fundiária com melhorias habitacionais e de infraestrutura.
  • Fortalecer parcerias com universidades, defensoria pública e entidades de assistência jurídica.

05. Periferia com Infraestrutura

Saneamento, iluminação e pavimentação

Fazer do saneamento, da iluminação pública e da pavimentação uma prioridade de investimento estadual nos territórios periféricos e no interior, reduzindo desigualdades urbanas históricas.

Diretrizes (6)
  • Priorizar investimentos estaduais em saneamento básico, iluminação pública e pavimentação em periferias e territórios com maior déficit de infraestrutura.
  • Apoiar tecnicamente e financeiramente os municípios na elaboração e execução de projetos de infraestrutura urbana.
  • Integrar obras de infraestrutura à prevenção de enchentes, alagamentos e riscos ambientais.
  • Ampliar iluminação pública como instrumento de segurança e qualidade de vida.
  • Criar critérios transparentes e territorializados para priorização dos investimentos.
  • Monitorar indicadores de cobertura de saneamento, iluminação e pavimentação por região.
1Planejar
2Garantir moradia digna
3Construir com qualidade
4Gerar renda
5Criar cidades sustentáveis
Eixo 02

🌎Meio Ambiente e Clima

Transformar as cidades para que sejam mais resilientes às mudanças climáticas, em busca de um futuro mais sustentável.

São Paulo enfrenta chuvas intensas, alagamentos e inundações, calor extremo e ilhas de calor, períodos de seca, incêndios, pressão sobre recursos hídricos e impactos crescentes sobre a saúde. A impermeabilização do solo, a ocupação de áreas de risco, o déficit de áreas verdes e a drenagem insuficiente ampliam esses efeitos.

01. Plano de Adaptação

Infraestrutura verde, resiliência urbana e proteção ambiental

Apoiar os municípios e regiões na adaptação aos eventos climáticos extremos, integrando planejamento territorial, prevenção de riscos e soluções baseadas na natureza.

Diretrizes (6)
  • Incentivar soluções baseadas na natureza para prevenção de enchentes e alagamentos, ampliando áreas permeáveis, jardins de chuva, parques lineares e sistemas naturais de retenção e drenagem.
  • Promover a recuperação e conexão de áreas verdes, áreas de preservação e demais espaços vegetados.
  • Integrar infraestrutura verde, drenagem, mobilidade, planejamento territorial e meio ambiente.
  • Fortalecer ações de prevenção e adaptação em áreas vulneráveis a enchentes, deslizamentos, secas, calor extremo e incêndios.
  • Incentivar arborização urbana e estratégias de enfrentamento às ilhas de calor.
  • Apoiar planejamento climático regional e municipal com metas, indicadores e monitoramento.

02. Economia Circular e Coleta Seletiva

Resíduos como trabalho, renda e proteção ambiental

Fortalecer a redução, separação, reaproveitamento e reciclagem de resíduos, valorizando cooperativas e trabalhadores da reciclagem e ampliando a economia circular nos territórios.

Diretrizes (6)
  • Fortalecer cooperativas e associações de reciclagem como agentes ambientais e econômicos.
  • Apoiar municípios na ampliação da coleta seletiva e da educação ambiental.
  • Promover inclusão produtiva, capacitação, segurança do trabalho e melhoria da infraestrutura das cooperativas.
  • Incentivar cadeias locais de reaproveitamento, reciclagem e transformação de resíduos.
  • Articular Poder Público, universidades, setor produtivo, cooperativas e sociedade civil.
  • Criar mecanismos de acompanhamento dos resultados ambientais, sociais e econômicos da política de resíduos.

03. Águas Paulistas

Drenagem urbana, recuperação hídrica e saneamento

Proteger recursos hídricos e fortalecer o planejamento integrado de drenagem e saneamento, reduzindo vulnerabilidades urbanas e ambientais.

Diretrizes (6)
  • Apoiar os municípios na elaboração, atualização e execução dos Planos Municipais de Saneamento Básico.
  • Integrar saneamento, recursos hídricos, drenagem, habitação, planejamento urbano e meio ambiente.
  • Acompanhar metas e indicadores de abastecimento de água, esgotamento sanitário, resíduos sólidos e drenagem urbana.
  • Fortalecer recuperação e proteção de rios, córregos, nascentes e áreas de preservação.
  • Priorizar soluções de drenagem que combinem infraestrutura convencional e infraestrutura verde.
  • Promover uso racional, reúso e segurança hídrica diante de períodos de estiagem.
1Prevenir
2Adaptar
3Proteger
4Recuperar
5Reciclar
6Garantir água e qualidade de vida
Eixo 03

💜Mulheres

Construir um Estado em que nenhuma mulher precise escolher entre sua segurança, sua autonomia financeira, sua maternidade, sua carreira e sua própria vida.

A política para mulheres precisa ir além do enfrentamento à violência depois que ela acontece. Segurança, renda, moradia, saúde, educação, qualificação profissional e rede de proteção devem funcionar de maneira integrada.

01. Rede Mulher Viva

Proteção integral e enfrentamento à violência

Construir uma rede estadual integrada para que a mulher não precise percorrer sozinha delegacia, saúde, assistência social, Justiça, moradia e emprego depois de denunciar uma violência.

Diretrizes (8)
  • Integrar os serviços estaduais e municipais de atendimento e encaminhamento.
  • Fortalecer e regionalizar as Delegacias de Defesa da Mulher e os serviços especializados.
  • Criar protocolos integrados de acolhimento, avaliação de risco e acompanhamento.
  • Garantir atendimento psicológico, social e orientação jurídica.
  • Fortalecer a proteção em casos de violência sexual e de maior risco.
  • Integrar dados e fluxos entre segurança, saúde, assistência, Justiça e políticas para mulheres.
  • Adotar atenção específica às desigualdades vividas por mulheres negras, com deficiência, idosas, rurais e periféricas.
  • Estruturar um Plano Individual de Saída da Violência, articulando proteção, documentação, moradia, renda, cuidado com filhos, qualificação e inserção profissional.

02. Programa Dona da Própria Vida

Autonomia econômica feminina

Fazer da independência financeira uma política estadual de prevenção à violência e promoção da liberdade das mulheres.

Diretrizes (8)
  • Ampliar acesso a microcrédito, qualificação e orientação para formalização.
  • Priorizar mulheres vítimas de violência e em situação de vulnerabilidade.
  • Fortalecer cooperativas, economia solidária e empreendimentos liderados por mulheres.
  • Criar incubadoras e redes regionais de apoio a negócios femininos.
  • Articular assistência técnica, contábil e jurídica.
  • Conectar formação profissional às vocações econômicas de cada região.
  • Ampliar parcerias com universidades, Sistema S, PATs e setor produtivo.
  • Estudar mecanismos legais de incentivo à participação de empreendimentos femininos em compras públicas.

03. Rede Estadual de Casas da Mulher

Acolher, proteger e reconstruir

Estruturar equipamentos regionalizados em que mulheres encontrem acolhimento e caminhos concretos para reconstruir a própria vida.

Diretrizes (6)
  • Reunir acolhimento, atendimento psicossocial, orientação jurídica e encaminhamento à rede.
  • Oferecer qualificação e conexão com oportunidades de trabalho e renda.
  • Criar articulação específica com creches, escolas e serviços voltados aos filhos.
  • Integrar a rede à política habitacional estadual.
  • Estruturar moradias de transição para mulheres que não conseguem romper o ciclo de violência por falta de alternativa habitacional.
  • Monitorar reincidência, tempo de atendimento, acesso à renda e autonomia pós-acolhimento.

Autonomia financeira também é política de proteção.

1Proteger
2Acolher
3Garantir renda
4Garantir moradia
5Reconstruir autonomia
Eixo 04

🎓Juventude

Garantir que o lugar onde um jovem nasceu não determine até onde ele poderá chegar.

A política estadual de juventude precisa ligar educação, primeiro emprego, cultura, esporte, tecnologia, participação e projeto de vida, com atenção especial aos jovens do interior, das periferias e em situação de vulnerabilidade.

01. Programa Primeira Chance Paulista

Do estudo ao trabalho

Construir uma ponte real entre escola, formação, experiência profissional e primeiro emprego.

Diretrizes (7)
  • Criar uma rede estadual de estágio e aprendizagem em parceria com empresas e instituições.
  • Alinhar formação profissional às vocações econômicas regionais.
  • Oferecer preparação para processos seletivos e desenvolvimento de competências profissionais.
  • Ampliar formação tecnológica e educação financeira.
  • Criar banco estadual de oportunidades para jovens.
  • Priorizar jovens em vulnerabilidade social e egressos da rede pública.
  • Estimular programas regionais de empreendedorismo e inovação juvenil.

02. Centros Juventude Viva

Cultura, esporte, tecnologia e pertencimento

Transformar equipamentos públicos ociosos ou subutilizados em espaços regionais de convivência e desenvolvimento juvenil.

Diretrizes (6)
  • Implantar coworking público, internet e acesso a computadores.
  • Criar laboratórios maker, audiovisual, música e produção cultural.
  • Oferecer esporte, lazer e atividades comunitárias.
  • Disponibilizar preparação para vestibular, Enem e ingresso no ensino técnico.
  • Promover orientação profissional, cidadania e participação juvenil.
  • Integrar acolhimento psicossocial e prevenção em saúde mental.

03. Passaporte do Futuro

Permanência estudantil e oportunidades

Enfrentar as barreiras econômicas, territoriais e sociais que afastam jovens do estudo e da qualificação.

Diretrizes (6)
  • Apoiar transporte e permanência estudantil em programas estaduais e parcerias.
  • Fortalecer cursinhos populares em articulação com municípios e universidades.
  • Ampliar acesso a equipamentos e conectividade digital.
  • Orientar estudantes para ensino técnico, universidades, bolsas e programas de acesso.
  • Criar atenção específica para jovens mães e jovens responsáveis pelo cuidado familiar.
  • Estimular bolsas de iniciação científica, extensão, cultura, esporte e inovação.

04. Passe Livre Estudantil

Mobilidade garantida para quem estuda

Garantir mobilidade gratuita para estudantes de baixa renda, eliminando o custo do transporte como barreira ao acesso e à permanência na escola.

Diretrizes (5)
  • Garantir passe livre estudantil para estudantes de baixa renda da rede pública estadual.
  • Articular o benefício com sistemas de transporte municipais e intermunicipais.
  • Priorizar estudantes do interior e das periferias com maior distância entre casa e escola.
  • Estender o benefício a estágios, cursos técnicos e atividades de qualificação vinculadas à trajetória escolar.
  • Monitorar impacto do benefício na frequência e permanência escolar.

05. Cultura na Quebrada

Financiamento para coletivos de bairro

Financiar coletivos culturais e esportivos de bairro que já atuam na ponta, reconhecendo esses espaços como agentes de formação, pertencimento e prevenção à violência entre os jovens.

Diretrizes (5)
  • Criar linha estadual de financiamento simplificado para coletivos culturais e esportivos de bairro.
  • Reduzir exigências burocráticas para pequenos coletivos sem formalização consolidada.
  • Apoiar capacitação em gestão, prestação de contas e captação de recursos.
  • Priorizar coletivos localizados em periferias e territórios de alta vulnerabilidade juvenil.
  • Integrar esses coletivos aos Centros Juventude Viva e às redes regionais de circulação cultural.

Não é apenas tirar o jovem da rua. É dar a ele um lugar para existir, criar e construir futuro.

1Escola
2Qualificação
3Experiência
4Primeiro emprego
5Autonomia
Eixo 05

🐾Proteção e Bem-Estar Animal

Estruturar uma política estadual permanente de proteção e bem-estar animal baseada em prevenção, saúde pública, controle populacional, responsabilização e apoio a quem cuida.

A proteção animal não pode continuar dependendo quase exclusivamente do esforço individual de protetores, cuidadores e organizações. O Estado deve coordenar, apoiar os municípios e construir uma rede regionalizada.

01. SUS Pet Paulista

Rede regional de saúde animal

Organizar uma rede estadual regionalizada de atendimento veterinário público, priorizando famílias de baixa renda, animais abandonados e animais atendidos por protetores cadastrados.

Diretrizes (7)
  • Fortalecer hospitais e serviços veterinários regionais.
  • Criar parcerias e credenciamento de clínicas quando necessário.
  • Ampliar atendimento emergencial, castração, vacinação, microchipagem e exames.
  • Utilizar unidades móveis para municípios com menor estrutura.
  • Estimular consórcios intermunicipais de saúde e bem-estar animal.
  • Implantar teleorientação veterinária como apoio à rede.
  • Criar protocolos de referência e encaminhamento.

02. Programa Quem Cuida Precisa de Apoio

Rede Estadual de Protetores

Reconhecer, organizar e apoiar o trabalho de protetores independentes, cuidadores e organizações da sociedade civil.

Diretrizes (7)
  • Criar Cadastro Estadual de Protetores e entidades.
  • Garantir acesso prioritário a programas públicos de castração e atendimento.
  • Estruturar programas de apoio com ração e medicamentos dentro das possibilidades legais.
  • Criar editais e instrumentos de parceria com organizações.
  • Oferecer capacitação e apoio à regularização das entidades.
  • Fortalecer lares temporários e redes de adoção responsável.
  • Criar protocolos para grandes resgates e situações de acúmulo.

03. SP Sem Abandono

Controle populacional, identificação e adoção

Enfrentar o abandono antes que o animal chegue às ruas.

Diretrizes (8)
  • Manter programas permanentes de castração e vacinação.
  • Ampliar identificação por microchip e cadastro integrado.
  • Realizar campanhas estaduais de guarda responsável.
  • Levar educação sobre bem-estar animal às escolas.
  • Fortalecer protocolos de fiscalização e responsabilização por maus-tratos e abandono.
  • Apoiar políticas para animais comunitários.
  • Criar campanhas regionais permanentes de adoção.
  • Produzir dados estaduais sobre população animal, abandono, castração e adoção.

O Estado não pode terceirizar silenciosamente a proteção animal para quem paga tudo do próprio bolso.

1Prevenir
2Identificar
3Castrar
4Proteger
5Tratar
6Adotar
7Acompanhar
Eixo 06

🤱Mães Atípicas e Famílias Cuidadoras

Construir uma política estadual permanente de cuidado para mães, pais e responsáveis por pessoas com deficiência, TEA, doenças raras e outras condições que demandem cuidado continuado.

Não basta garantir direitos à pessoa que necessita de cuidado. É preciso cuidar também de quem sustenta esse cuidado todos os dias, muitas vezes abrindo mão de trabalho, renda, descanso, saúde e vida social.

01. Casa de Quem Cuida

Rede Estadual de Apoio ao Cuidador

Criar centros regionalizados voltados à saúde, autonomia e orientação da pessoa responsável pelo cuidado.

Diretrizes (7)
  • Oferecer atendimento psicológico e grupos de apoio.
  • Disponibilizar orientação jurídica, previdenciária e sobre benefícios.
  • Integrar assistência social e navegação pela rede pública.
  • Criar capacitação profissional compatível com rotinas de cuidado.
  • Desenvolver estratégias de empregabilidade e geração de renda flexíveis.
  • Promover ações de saúde, fisioterapia, prevenção e qualidade de vida.
  • Oferecer orientação familiar e apoio à organização da rotina de cuidados.

02. Programa Respiro

Cuidado temporário e rede de apoio

Permitir que a pessoa cuidadora possa cuidar da própria saúde, estudar, trabalhar, resolver demandas pessoais ou descansar sabendo que seu familiar está seguro.

Diretrizes (6)
  • Estruturar centros-dia e serviços de cuidado temporário programado.
  • Formar e qualificar cuidadores.
  • Avaliar modalidades de apoio domiciliar para situações específicas.
  • Articular a rede com municípios e entidades especializadas.
  • Criar planos individualizados de cuidado.
  • Priorizar famílias monoparentais, de baixa renda e sem rede de apoio.

03. Rota do Diagnóstico ao Cuidado

Fim da peregrinação

Criar um fluxo estadual integrado para diagnóstico, terapias, educação, assistência, benefícios e direitos.

Diretrizes (7)
  • Criar referência regional para navegação assistida da família pela rede.
  • Fortalecer diagnóstico precoce e acesso aos Centros Especializados em Reabilitação.
  • Integrar atenção multiprofissional e acompanhamento continuado.
  • Criar um Plano Individual de Atendimento e Cuidado.
  • Fortalecer a articulação entre saúde, educação e assistência social.
  • Apoiar escolas na inclusão e no atendimento das necessidades específicas.
  • Adotar protocolos e práticas baseadas em evidências.

Cuidar de alguém 24 horas por dia não pode significar desaparecer como pessoa.

1Identificar
2Diagnosticar
3Garantir terapia
4Apoiar a família
5Reavaliar
Eixo 07

📚Professores e Profissionais da Educação

Fazer de São Paulo um Estado em que ensinar volte a ser uma profissão respeitada, protegida e com condições reais de trabalho.

Valorizar professores não pode ser apenas uma frase. A política estadual precisa enfrentar adoecimento, violência, excesso de burocracia, formação, carreira, permanência e condições concretas dentro das escolas.

01. Professor Também Precisa Ser Cuidado

Programa Estadual de Saúde do Educador

Prevenir adoecimento e afastamentos, em vez de agir somente quando o profissional já não consegue trabalhar.

Diretrizes (7)
  • Criar política permanente de saúde mental e prevenção ao burnout.
  • Ampliar acesso a acolhimento psicológico e cuidado em saúde ocupacional.
  • Promover avaliação periódica e prevenção de doenças relacionadas ao trabalho.
  • Incluir fisioterapia, ergonomia e ações de prevenção de dores e lesões.
  • Criar acolhimento específico após episódios de violência escolar.
  • Estruturar equipes regionais de saúde do trabalhador da educação.
  • Monitorar indicadores de afastamento e adoecimento para orientar políticas preventivas.

02. Escola Segura

Para quem ensina e para quem aprende

Enfrentar violência, ameaça, assédio e conflitos escolares com prevenção, mediação e rede multiprofissional.

Diretrizes (7)
  • Fortalecer equipes multiprofissionais, psicologia e serviço social.
  • Criar protocolos claros para agressões e ameaças.
  • Ampliar programas de mediação de conflitos e cultura de paz.
  • Enfrentar bullying, cyberbullying e violência digital.
  • Formar gestores para prevenção e resposta a crises.
  • Fortalecer acompanhamento e participação das famílias.
  • Articular escola, saúde, Conselho Tutelar e segurança pública quando necessário.

03. Carreira Que Vale a Pena

Formação, permanência e valorização

Tornar a carreira pública docente mais atrativa, valorizada e sustentável.

Diretrizes (8)
  • Defender valorização salarial e condições adequadas de trabalho.
  • Garantir formação continuada dentro da jornada sempre que possível.
  • Criar bolsas e incentivos para pós-graduação, mestrado e doutorado.
  • Ampliar formação em educação inclusiva, tecnologia e novas metodologias.
  • Reduzir burocracias que afastam o professor da atividade pedagógica.
  • Valorizar experiência e desenvolvimento profissional.
  • Criar incentivos para atuação em regiões e escolas de difícil provimento.
  • Fortalecer a participação dos profissionais da educação na formulação das políticas.
1Formar
2Valorizar
3Proteger
4Dar condições
5Permanecer
6Ensinar melhor
Eixo 08

🏥Saúde

Reduzir desigualdades regionais e garantir que o endereço do paciente não determine o tempo, a distância ou a qualidade do atendimento que ele recebe.

O eixo de saúde deve ser orientado pelo acesso. Para quem espera atendimento, importa saber quanto tempo levará para conseguir consulta, exame, diagnóstico e tratamento, e se existe estrutura adequada perto de onde vive.

01. Fila Transparente

Regulação e acesso

Criar transparência, integração e inteligência na gestão estadual das filas de consultas, exames e procedimentos.

Diretrizes (9)
  • Criar painel público com tempos médios de espera por região e especialidade.
  • Integrar sistemas e filas para reduzir duplicidades e distorções.
  • Garantir critérios transparentes de prioridade clínica.
  • Melhorar a comunicação ativa com pacientes sobre posição, encaminhamento e agendamento.
  • Identificar automaticamente vazios assistenciais e gargalos regionais.
  • Definir metas regionais de redução de espera.
  • Expandir horários e capacidade onde houver estrutura disponível.
  • Utilizar contratação complementar quando tecnicamente necessária e dentro dos critérios do SUS.
  • Fortalecer fiscalização e acompanhamento pela Alesp e pela sociedade.

02. Saúde Perto de Casa

Regionalização da média e alta complexidade

Reduzir a peregrinação de pacientes e fortalecer a capacidade de atendimento nas diferentes regiões do Estado.

Diretrizes (7)
  • Mapear vazios assistenciais por especialidade e território.
  • Fortalecer hospitais regionais e referências existentes.
  • Criar ou ampliar centros regionais de especialidades conforme diagnóstico técnico.
  • Usar telemedicina como suporte à rede e aos profissionais, sem substituir indevidamente o presencial.
  • Fortalecer consórcios e cooperação intermunicipal.
  • Organizar rotas regionais para oncologia, cardiologia, neurologia, saúde da mulher, reabilitação e outras áreas prioritárias.
  • Estruturar transporte sanitário regional para pacientes que precisam se deslocar.

03. SUS Que Previne

Doença não começa no hospital

Fortalecer prevenção, promoção da saúde e diagnóstico precoce em parceria com os municípios.

Diretrizes (8)
  • Fortalecer rastreamento e diagnóstico precoce de câncer e doenças graves.
  • Ampliar vacinação e busca ativa de públicos prioritários.
  • Estruturar ações permanentes de saúde da mulher e do homem.
  • Reforçar prevenção e acompanhamento de doenças cardiovasculares, diabetes e obesidade.
  • Fortalecer saúde bucal e reabilitação.
  • Criar ações específicas para saúde da população negra e da pessoa idosa.
  • Fortalecer prevenção e cuidado em ISTs.
  • Apoiar a atenção básica municipal com integração regional e educação em saúde.
1Prevenir
2Diagnosticar
3Regular
4Tratar
5Reabilitar
6Acompanhar
Eixo 09

🧠Saúde Mental

Transformar saúde mental em política pública permanente, territorial e preventiva: antes da crise, durante a crise e depois dela.

Saúde mental merece um eixo próprio. O Estado precisa fortalecer a Rede de Atenção Psicossocial, reduzir vazios regionais e construir políticas que articulem cuidado, escola, trabalho, renda, convivência e território.

01. CAPS Forte

Saúde mental perto de onde as pessoas vivem

Reduzir vazios assistenciais e fortalecer a Rede de Atenção Psicossocial em todo o Estado.

Diretrizes (7)
  • Expandir e qualificar CAPS conforme diagnóstico territorial, incluindo modalidades III, AD e Infantojuvenil quando necessárias.
  • Fortalecer equipes multiprofissionais e integração com atenção básica.
  • Criar fluxos regionais de atendimento à crise.
  • Fortalecer articulação com hospitais gerais e demais pontos da rede.
  • Usar teleassistência especializada como suporte aos profissionais e territórios.
  • Apoiar transporte para tratamento quando a distância for barreira.
  • Criar indicadores públicos de cobertura, demanda e tempo de espera.

02. Mente Jovem

Saúde mental nas escolas

Identificar sofrimento e oferecer apoio antes que ele se transforme em abandono escolar, automutilação, violência, dependência ou crise grave.

Diretrizes (8)
  • Criar protocolos de identificação e encaminhamento de situações de sofrimento psíquico.
  • Formar professores e gestores para reconhecer sinais sem transformá-los em terapeutas.
  • Fortalecer equipes multiprofissionais, psicologia e serviço social.
  • Ampliar prevenção ao bullying e cyberbullying.
  • Desenvolver educação socioemocional baseada em evidências.
  • Orientar e acolher famílias.
  • Fortalecer prevenção ao suicídio e à automutilação.
  • Integrar escola, UBS, CAPS e rede de proteção.

03. Vida Depois da Crise

Reabilitação psicossocial

Garantir condições para reconstrução de vínculos, autonomia, trabalho, estudo e vida comunitária após períodos de sofrimento ou crise.

Diretrizes (8)
  • Fortalecer Centros de Convivência e iniciativas comunitárias.
  • Estimular cooperativas sociais e projetos de trabalho e renda.
  • Integrar cultura, esporte e convivência ao processo de reabilitação.
  • Articular moradia assistida quando necessária.
  • Criar acompanhamento pós-crise e continuidade do cuidado.
  • Apoiar e orientar familiares e cuidadores.
  • Criar parcerias para inclusão produtiva e retorno ao estudo.
  • Combater estigma e fortalecer o cuidado em liberdade e de base comunitária.
1Acolhimento
2Convivência
3Autonomia
4Trabalho e renda
5Pertencimento
Eixo 10

🎭Cultura

Fazer da cultura um direito acessível em todo o Estado, valorizando quem produz, preservando a identidade dos territórios e levando investimento cultural também para o interior e para as periferias.

Cultura não é apenas entretenimento. É identidade, pertencimento, educação, geração de trabalho e renda e desenvolvimento das cidades. São Paulo precisa de uma política cultural que chegue a quem produz cultura na ponta, especialmente artistas independentes, coletivos, manifestações populares e municípios que historicamente têm menos acesso aos recursos. Como deputada estadual, Esther Moraes atuará dentro das prerrogativas do mandato na Assembleia Legislativa de São Paulo: legislação, fiscalização da execução orçamentária, participação na construção do orçamento estadual, articulação de emendas parlamentares e diálogo permanente com municípios e o setor cultural.

01. Cultura em Todo Canto

Descentralização dos recursos culturais

Fazer o investimento em cultura chegar de forma mais equilibrada às diferentes regiões do Estado.

Diretrizes (7)
  • Ampliar e regionalizar editais estaduais.
  • Criar mecanismos que facilitem o acesso de pequenos produtores, artistas independentes e coletivos.
  • Apoiar municípios na elaboração de projetos e captação de recursos.
  • Estimular circuitos culturais entre cidades.
  • Estabelecer critérios de descentralização territorial dos investimentos.
  • Ampliar a transparência sobre a distribuição dos recursos culturais.
  • Incentivar a circulação de música, teatro, dança, literatura, cinema, artes visuais e manifestações populares entre os territórios.

02. Circuito Cultura SP

Circulação cultural regional

Articular uma política estadual de circulação cultural regional, conectando municípios, equipamentos, artistas, produtores e públicos, transformando eventos isolados em uma rede permanente de circulação: interior produz, interior circula, interior também recebe investimento.

Diretrizes (5)
  • Mapear produtores, artistas, coletivos, equipamentos e eventos culturais por região.
  • Estimular calendários integrados e intercâmbio cultural entre municípios, como já ocorre entre Americana, Santa Bárbara d'Oeste, Nova Odessa, Sumaré, Hortolândia e Campinas, na Região Metropolitana de Campinas.
  • Criar condições para contratação e circulação de artistas e grupos de diferentes cidades.
  • Priorizar mecanismos que movimentem também profissionais técnicos e serviços da cadeia cultural.
  • Estimular parcerias entre municípios, instituições de ensino, setor produtivo e equipamentos culturais.

03. Quem Faz Cultura Precisa Viver Dela

Trabalho, renda e economia criativa

Reconhecer a cultura como atividade econômica e criar condições para que artistas, produtores, técnicos, artesãos e demais trabalhadores possam transformar talento e produção cultural em renda.

Diretrizes (8)
  • Fomentar formação e profissionalização.
  • Apoiar empreendedorismo e economia criativa.
  • Criar redes regionais de circulação e comercialização.
  • Aproximar trabalhadores da cultura de programas de crédito e qualificação.
  • Estimular feiras, festivais e circuitos culturais.
  • Fortalecer parcerias com universidades, municípios e setor produtivo.
  • Reconhecer toda a cadeia produtiva da cultura: técnicos de som e luz, cenógrafos, fotógrafos, designers, comunicadores, artesãos e profissionais de eventos, alimentação, hospedagem e transporte.
  • Promover a integração entre cultura, turismo, gastronomia e economia criativa como estratégia de desenvolvimento regional.

04. Raízes de São Paulo

Cultura popular, memória e identidade

Preservar e fortalecer manifestações culturais que contam a história e constroem a identidade das diferentes regiões paulistas.

Diretrizes (6)
  • Apoiar culturas tradicionais e populares.
  • Valorizar capoeira, culturas afro-brasileiras, festas populares, música, dança, teatro, artesanato e demais expressões regionais.
  • Fortalecer museus, centros culturais, bibliotecas e espaços de memória.
  • Incentivar educação patrimonial.
  • Apoiar a preservação do patrimônio material e imaterial.
  • Aproximar crianças e jovens da história e da cultura de seus territórios.

São Paulo não pode ter cultura com endereço certo. Quem produz no interior também precisa ter acesso aos recursos, aos palcos e às oportunidades.

1Acessar
2Criar
3Valorizar
4Circular
5Gerar renda
6Preservar
7Pertencer
Compromissos do mandato
  • Apresentar e apoiar propostas legislativas voltadas à democratização do acesso à cultura.
  • Fiscalizar a execução das políticas e dos recursos estaduais destinados à cultura.
  • Articular emendas parlamentares e recursos dentro dos instrumentos legais disponíveis ao mandato.
  • Realizar e participar de audiências públicas e debates com o setor cultural.
  • Ouvir artistas, produtores, coletivos e gestores municipais para construir políticas a partir das necessidades reais dos territórios.
Eixo 11

Rede SP Sem Racismo

Uma rede estadual que educa, previne, acolhe, responsabiliza e abre oportunidades, porque a cor da pele nunca deveria decidir quais portas se abrem ou se fecham.

Fazer de São Paulo um Estado onde a cor da pele não determine as oportunidades, a segurança, o acesso aos direitos ou o futuro de ninguém, transformando o combate ao racismo em política pública permanente.

01. Enfrentamento e Acolhimento

Rede Estadual de Enfrentamento ao Racismo

Canais de acolhimento às vítimas, protocolos integrados entre segurança, saúde, educação e assistência, formação antirracista dos servidores e produção de indicadores sobre desigualdade racial.

02. Oportunidades Sem Cor

Educação, trabalho, renda e empreendedorismo

Acesso e permanência de estudantes negros no ensino técnico e superior, programas de primeiro emprego, qualificação, crédito e apoio a empreendedores negros e cooperativas.

03. Educação para a Igualdade

História, cultura e enfrentamento ao racismo desde a escola

Educação para as relações étnico-raciais na rede estadual, formação de professores, protocolos contra o racismo na escola e valorização da história e da cultura negra.

1Educar
2Prevenir
3Acolher
4Responsabilizar
5Gerar oportunidades
6Garantir direitos
7Transformar

O direito de viver com dignidade

O interior merece sonhar e ter voz para transformar esses sonhos em políticas públicas.

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